Quen vai estar?

Francisco “Quico” Cadaval

Nado em Ribeira, na Ria de Arousa, onde Deus apoiou o dedo anular no seu dia de descanso (o sétimo). O feliz natalício teve lugar no ano quatro a.m.M.M. (antes da morte de Marilyn Monroe) numa taberna, na que medrou. Na sua infância conviveu com marinheiros que extraiam magicamente bacalhaus salgados das suas calças, quincalheiras que revelavam a berros a origem da vida mentres devoravam carne asada e anciãs que eram quem de mejar de pé com precisom de cirurgiã.

Polo jeito que tem de falar de si próprio semelha que nom tem avó, mais sim a teve e nota-se-lhe muito.

Foi educado por um mestre entusiasta dos castigos físicos e da escritura barroca, na atualidade cronista da vila de Ribeira. Na sua época universitária descuidou os seus estudos de arte para flirtear com o amor, a política e a droga.

Recebeu muitas críticas dos seus amigos ‘yonkis’ polo consumo imoderado de drogas brandas e mostos fermentados.
Dirigiu espetáculos de teatro com a presença de quincalheiras, viúvas de carpinteiro, traficantes de toneis, palilheiras-macho, imigrantes ilegais e ciganas vingativas. Escreveu peças de teatro protagonizada por traficantes mudos, deusas, piratas (sexo feminino), ociosos, aristocratas pintores, músicos ambulantes e vendedoras de amor polo miúdo.

Por se isto fora pouco, é omnívoro